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Terezinha Nunes comemora implantação de mais uma cadeira nos transportes públicos do Recife

Em reunião da Frente Parlamentar da Pessoa com Deficiência, o Grande Recife Consórcio de Transporte afirmou que cuidará da questão

 

Aconteceu, na manhã da quinta-feira (15), mais uma reunião da Frente Parlamentar da Pessoa com Deficiência em que a deputada estadual Terezinha Nunes (PSDB) é presidente. Durante o encontro, o Grande Recife Consórcio de Transporte afirmou que implantará um sistema em que permita que mais de um cadeirante ande no mesmo ônibus, ou seja, a implantação de mais uma ou duas cadeiras no transporte.

Na ocasião, ela fez uma alerta aos poderes públicos sobre a precariedade do uso do Vem Livre Acesso das pessoas com deficiências e a burocracia na hora do recadastramento do cartão. Terezinha afirmou que, em alguns casos, pessoas que estão agendando o recadastramento hoje, serão atendidas apenas no próximo ano.

“Como é que uma pessoa com deficiência, precisando se locomover duas ou três vezes por dia, tem que esperar até o ano que vem para fazer o recadastramento do cartão Vem livre Acesso? Essa é a atual realidade do nosso sistema de transporte público. Vamos convocar uma audiência pública para que a Urbana-PE também participe do debate. Essas questões precisam ser solucionadas com rapidez e eficiência para a população”, disse Terezinha.

O encontro reuniu representantes da sociedade civil organizada, o Ministério Público, a Ordem dos Advogados de Pernambuco e membros do Consórcio Grande Recife de Transporte, porém, a Urbana-PE não participou da plenária, gerando vários questionamentos para o público presente.

Germana Souza, representante da União das Mães de Anjos (UMA), trouxe para o encontro, os desafios cotidianos da vida de uma mãe que tem um filho com microcefalia. Ela conta as precariedades do sistema público de transporte e principalmente a burocracia em relação ao Vem Livre Acesso. “Segundo as regras, o recadastramento deve ser feito com dois anos de uso. Com menos de um ano, fui obrigada a faze-lo novamente. É um absurdo”, revelou.